DENTRO DA NOITE
Muitas vezes desperto com a idéia
De quem um navio singra a noite fria,
Ganha os mares e ruma a litorais
Dos quais me sinto arder em nostalgias.
De que em lugares que marujo algum
Conhece,brilha uma aurora boreal
Nunca vista. De que em meu travesseiro
Há um braço de mulher,belo e sensual.
De que alguém,feito para amigo meu,
Longe do mar chega a um obscuro fim.
De que minha mãe, que não me conhece mais
Em sonho talvez chame por mim.
Hermann Hesse
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