terça-feira, 28 de dezembro de 2010

MINHA ESTRANHA LOUCURA


Minha estranha loucura
é tentar te entender e não ser entendida
É ficar com você
Procurando fazer parte da tua vida
Minha estranha loucura
É tentar desculpar o que não tem desculpa
É fazer dos teus erros
Num motivo qualquer a razão da minha culpa
Minha estranha loucura
É correr pros teus braços quando acaba uma briga
Te dar sempre razão
E assumir o papel de culpado bandido
Ver você me humilhar
E eu num canto qualquer dependente total do teu jeito de ser
Minha estranha loucura
É tentar descobrir que o melhor é você

Eu acho que paguei o preço por te amar demais
Enquanto pra você foi tanto fez ou tanto faz
Magoando pouco a pouco me perdendo sem saber
E quando eu for embora o que será que vai fazer?

Vai sentir falta de mim
Sentir falta de mim
Vai tentar se esconder coração vai doer
Sentir falta de mim

Minha estranha loucura
É correr pros teus braços quando acaba uma briga
Te dar sempre razão
E assumir o papel de culpado bandido
Ver você me humilhar
E eu num canto qualquer dependente total do teu jeito de ser
Minha estranha loucura
É tentar descobrir que o melhor é você

Eu acho que paguei o preço por te amar demais
Enquanto pra você foi tanto fez ou tanto faz
Magoando pouco a pouco me perdendo sem saber
E quando eu for embora o que será que vai fazer?

Vai sentir falta de mim
Sentir falta de mim
Vai tentar se esconder coração vai doer
Sentir falta de mim...


Alcione

Vai passar
Esse meu mal estar
Esse nó na garganta
Deixe estar...
O próprio tempo dirá
Água demais mata a planta
Tudo que é muito, é demais
Peço: me perdoe a redundância
Entrelinhas só quero lembrar
Que a terra fértil um dia se cansa
É uma questão de esperar
Relógio que atrasa não adianta
E o remédio que cura
Também pode matar
Como água demais mata a planta

(Casuarina)

Mulher Ideal

Eu sou aquilo que sou, e se quiser me mudar
Você vai se arrepender, pois foi assim que gostou
Foi desse jeito que amou, além do bem e do mal
Sou a mulher ideal
Não adianta fugir, não adianta correr,
Me procurar por ai, você não vai encontrar
Melhor você se entregar, melhor você desistir
O seu lugar é aqui
As loucuras que eu fiz pra te satisfazer
Só pra te ver feliz, pra te dar mais prazer
Um banquete de amor que eu quis te oferecer
Sem vergonha e sem medo
Você não entendeu, você não deu valor
Você desmereceu, minha prova de amor
Mas, se alguém foi vulgar, esse alguém não fui eu
Teu desejo pediu, meu amor atendeu
De coração tão puro, eu mergulhei no escuro
E por mais que procure uma outra igual
Pra você serei sempre a mulher ideal
De coração tão puro, eu mergulhei no escuro
E me entreguei como nunca, jamais me entreguei
Só eu sei dos limites que ultrapassei
De tanto que eu te amei

Alcione
Devo pedir teu perdão...

Se tu me adicionar
Na tua organizada vida
Quem sabe posso acrescentar
Amor, calor, vigor, ardor
Porque teu pensar nunca
Conseguirá subtrair
O afeto e o imaginar
Aquilo tudo que agora
Desejas de mim
Me apossei do teu coração
Assim como tomaste o meu
Não podemos fugir mais
Nem ignorar esta paixão...

Mas, um dia sei lá onde
Iremos nos encontrar
Nem sei o que faremos
Quem sabe só fiquemos
A nos olhar... pois não
Soubemos resolver nada
Assim tinha que ser...

As renúncias transmutaram
O amor... o que ele se tornará?
Sempre disseste para não me iludir
Devo aceitar qualquer devir
Devo, também, pedir teu perdão
Pela situação que criei sem sentir
Só desejava ser mais feliz...


ALICE LUCONI NASSIF




PERDEU PERDEU!


Perdeu, Perdeu
Você mandou outra vez ,que eu juntasse meus panos e fosse
Me dispensou, sem me dar um aviso sequer e nem uma razão
Ardeu, queimou, mas pimenta nos olhos dos outros é doce
Não me cegou, porque sempre te vi com o olhar do perdão
Você achou que nós dois assinamos um simples contrato sem data
Não registrou, eu nem tive o direito da sua consideração
Mandou e andou, pois saudade no peito dos outros não mata
E não matou, mas cortei um dobrado com a dor da separação
Agora sim, você pensou
Até que enfim, lembrou de mim, me procurou
Eu esperei por tanto tempo esse momento
E quando chega, eu nem aí estou
Perdeu, perdeu
Seu lugar no meu peito, sem compaixão
Perdeu, perdeu
O seu lado da cama e do coração
Perdeu, perdeu
Eu perdia de zero e ganhei uma virada no fim
Perdeu, perdeu
Se pensou que podia me ter na prisão
Perdeu, perdeu
Pois sou eu que me prendo numa paixão
Perdeu, perdeu
Eu voltei a viver minha vida e ser dona de mim!

Alcione

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

PODE ESPERAR



Pode Esperar


Nada como um dia atrás do outro
Tenho essa virtude de esperar
Eu sou maneira, sou de trato, sou faceira
Mas sou flor que não se cheira
É melhor se previnir pra não cair
Sou mulher que encara um desacato
Se eu não devolver no ato
Amanhã pode esperar
Estrutura tem meu coração
Pra suportar essa implosão
Que abalou meus alicerces de mulher
Mas a minha construção é forte
Sou madeira, sou de morte
Faça o vento que fizer.

Alcione

Composição: Roberto Correa / Sylvio Son

SAGRADA ESCRITURA DOS VIOLEIROS

A defesa é natural
Cada qual para o que nasce
Cada qual com sua classe
Seus estilos de agradar
Um nasce pra trabalhar
Outro nasce para briga
Outro vive de intriga
E outro de negociar
Outro vive de enganar
O mundo só presta assim
É um bom outro ruim
E eu não tenho jeito para dar
Pra acabar de completar
Quem tem o mel, dá o mel
Quem tem o fel, dá o fel
Quem nada tem, nada dá...

Texto recitado em um show por Zé Ramalho, em resposta a todos aqueles que de alguma maneira, tentaram impedir a realização de seu trabalho chamado "Zé Ramalho canta Raul Seixas".


Tinha em uma das mãos uma xícara vazia e na outra um cigarro.
As horas no ponteiro passam como páginas vazias de um livro que não leio,
e a solidão me abraça, sorrateiramente, e num balé simétrico,
os olhos cerram, me convidando para mais uma dança entre mim e eu mesmo,
no silêncio cabal que envolve aqueles que não têm outra opção
a não ser ceder ao abraço do edredom.

(Desconhecido)

Sobre Café e Cigarros

 
quando voce entra
vindo pra cá
(como se distribuísse doces)

meu cigarro disfarça
minha alma fica louca
como se tivesse saído
de dentro de mim

...tarde demais
finja que não o vê, coração
finja que não precisa dele
olhe além...
finja que não o ama
seja atrevida como o diabo

sorria e finja estar feliz...
fria e sem remorsos

Vania Lopez

POEMA DO AMIGO

Moranalover - Café coração 

Escuta meu amigo...

A qualquer hora em que chegares,

 sentarás comigo à minha mesa.

A qualquer hora em que bateres a minha porta,

 o meu coração também se abrirá.

A qualquer hora em que chamares,

eu me apressarei.

A qualquer hora em que vieres,

será o melhor tempo de te receber.

A qualquer hora em que te decidires,

estarei pronto para te seguir.

A qualquer hora em que quiseres beber,

eu irei a fonte.

A qualquer hora em que te alegrares,

eu bendirei ao Senhor.

A qualquer hora em que sorrires,

será mais uma graça que o senhor me concede.

A qualquer hora em que quiseres partir;

eu irei à frente nos caminhos.

A qualquer hora em que caíres,

eu estenderei os braços.

A qualquer hora, em que te cansares,

eu levarei a cruz...

A qualquer hora em que te sentires triste,

eu permanecerei contigo.

A qualquer hora em que te lembrares de mim,

eu acharei a vida mais bela.

A qualquer hora em que partires,

ficarás com a lembrança de uma flor.

A qualquer hora em que voltares,

renovarás todas minhas alegrias.

A qualquer hora que quiseres uma rosa,

eu te darei toda roseira.

Eu te digo tudo isso, porque não posso imaginar

uma amizade que não seja toda,

de todos os instantes e para todo bem.

Cid Moreira

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não
querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das
estrelas!

Mario Quintana

Primavera
Ah! quem nos dera que isso, como outrora,
inda nos comovesse! Ah! quem nos dera
que inda juntos pudessemos agora
ver o desabrochar da primavera!
Saíamos com os passaros e a aurora,
e, no chão, sobre os troncos cheios de hera,
sentavas-te sorrindo, de hora em hora:
"Beijemo-nos! amemo-nos! espera!"
E esse corpo de rosa recendia,
e aos meus beijos de fogo palpitava,
alquebrado de amor e de cansaco....
A alma da terra gorjeava e ria...
Nascia a primavera...E eu te levava,
primavera de carne, pelo braço!

 (Olavo Bilac)

SOBRE LOBOS E OVELHAS

“Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha”
Victor Hugo

"É loucura para o carneiro promover uma conferência de paz com o lobo."
Autor: Beatriz Camelo

"Nunca mande ovelhas para matar um lobo."




"Me jogue aos lobos,que voltarei liderando a matilha."

TODO ERRADO

Todo Errado

Eu não peço desculpas e nem peço perdão
Não, não é minha culpa
Essa minha obsessão
Já não aguento mais ver o meu coração
Como um vermelho balão
Rolando e sangrando
Chutado pelo chão
Psicótico, neurótico, todo errado
Só porque eu quero alguém que fique
Vinte e quatro horas do meu lado
No meu coração eternamente colado.

Caetano Veloso E Jorge Mautner

Fotografia (Leoni)


Hoje o mar faz onda feito criança
No balanço calmo a gente descansa
Nessas horas dorme longe a lembrança
De ser feliz
Quando a tarde toma a gente nos braços
Sopra um vento que dissolve o cansaço
É o avesso do esforço que eu faço
Pra ser feliz
O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia
As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar.
Quando as sombras vão ficando compridas
Enchendo a casa de silêncio e preguiça
Nessas horas é que Deus deixa pistas
Pra eu ser feliz
E quando o dia não passar de um retrato
Colorindo de saudade o meu quarto
Só aí vou ter certeza de fato
Que eu fui feliz
O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia
As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar.

"Hoje eu acordei sem nada no estômago, sem nada no coracão, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz."

(Tati Bernadi)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

UMA VOZ NA PEDRA

Uma voz na pedra

Não sei se respondo ou se pergunto.
Sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio.
Estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra.
Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho.
De súbito ergo-me como uma torre de sombra fulgurante.
A minha ebriedade é a da sede e a da chama.
Com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio.
O que eu amo não sei. Amo em total abandono.
Sinto a minha boca dentro das árvores e de uma oculta nascente.
Indecisa e ardente, algo ainda não é flor em mim.
Não estou perdida, estou entre o vento e o olvido.
Quero conhecer a minha nudez e ser o azul da presença.
Não sou a destruição cega nem a esperança impossível.
Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra.

Antonio Ramos Rosa