quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Estou pensando em nós
É só o que tenho feito
Na solidão destes dias.
Com tua despedida
Morreu um pouco de mim,
Morreu um pouco de tudo
Com tua ausência.
Na madrugada em que te escrevo este poema
Sinto que estou menos viva.
Morreu um pouco de tudo
Em tudo o que conhecemos juntos.
Chego a janela da noite imensa
E a quietude da vida
Me diz que tudo está morrendo.
Penso em ti,
Até vejo tua sombra nas sombras da noite.
Agora uma estrela passa pelos meus olhos.
E só para mim e este poema
Faço três pedidos absurdos
(Mas nem ouso confessá-los de tão impossíveis).
De tudo morreu um pouco,
Em tudo o que vejo e toco.
A janela aberta
Mostra a noite imensa.
Estou exausta da espera inútil.
E em meus olhos cansados
Outra estrela risca o céu negro.
E então refaço os três pedidos absurdos:
TE ESQUECER, ESQUECER,ESQUECER...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Velha Chácara
de Manuel BandeiraA casa era por aqui…
Onde? Procuro-a e não acho.
Ouço uma voz que esqueci:
É a voz deste mesmo riacho.
Ah quanto tempo passou!
(Foram mais de cinqüenta anos.)
Tantos que a morte levou!
(E a vida… nos desenganos…)
A usura fez tábua rasa
Da velha chácara triste:
Não existe mais a casa…
- Mas o menino ainda existe.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Butterfly

AMOR DE BORBOLETAS

Teu futuro é o presente
E as duas, se vão amandonas minhas flores de encantar
Neles, vão elas pousaR
(Fernando ramos)
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é…Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável…
Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo.
De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro.
Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez.
Isso é…Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é… Saber viver!!!
(Charlie Chaplin)


Te falo quem quer o bem
Amanhã ou depois sem os véus da moça que amava
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Guitarra
Cecília Meireles
Punhal de prata já eras,
punhal de prata!
Nem foste tu que fizeste a minha mão insensata.
Vi-te brilhar entre as pedras,
punhal de prata!
No cabo flores abertas,
no gume, a medida exata,
exata,
a medida certa,
punhal de prata,
para atravessar-me o peito
com uma letra e uma data.
A maior pena que eu tenho,
punhal de prata, não é de me ver morrendo,
mas de saber quem me mata.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
A Um Ausente

Fresta
Soneto do Amor Total

Fumo

Lembranças



Um Beijo

Deixa o Olhar do Mundo

Teu grande amor que é teu maior segredo!
Que terias perdido, se, mais cedo,
Todo o afeto que sentes se mostrasse?
Basta de enganos!
Mostra-me sem medo
Aos homens, afrontando-os face a face:
Quero que os homens todos, quando eu passe,
Invejosos, apontem-me com o dedo.
Olha: não posso mais!
Ando tão cheio
Deste amor, que minh'alma se consome
De te exaltar aos olhos do universo...
Ouço em tudo teu nome, em tudo o leio:
E, fatigado de calar teu nome,
Quase o revelo no final de um verso


