segunda-feira, 16 de julho de 2012


E tudo, tudo isso...
Toda essa vontade sorrir...
Todas essas feridas cicatrizadas.
Toda essa simplicidade na minha vida.
Toda essa leveza nos meus atos.
Toda essa humildade nas minhas palavras.
Toda essa paz no peito.
Todo esse brilho nos olhos.
Toda essa  ternura na alma.
Tudo porque um dia, alguém se fez perceber, sem nenhuma atitude, palavra ou gesto.
Alguém me disse que todas essas transformações eram possíveis, apenas com os olhos.


(S.M.G)



Acontece que ele eu não sei explicar. È que me diz tanto em silêncio, e me basta sua presença sem mais, que tenho medo de usar qualquer palavra que diminua o quanto me significa!
Obrigada seria uma palavra para que eu pudesse verblizar.
Obrigada por me fazer mais nobre.
Obrigada por me ensinar o que é verdadeiro.
Obrigada por me dar motivos silênciosos para que eu lutasse.
Obrigada por me fazer altruista.
Obrigada por me fazer ver que orgulho, não edifica nada.
Obrigada por sorrir pra mim.
Obrigada por me abraçar.
Obrigada por ser o meu motivo.
Obrigada por existir.

(S.M.G)


terça-feira, 3 de julho de 2012




Em toda vida, nunca me esforcei por ganhar nem me 

espantei por perder.



Cecília Meireles


Aprenda a selecionar melhor as pessoas com quem se 


relaciona. Coração não é panfleto de rua, para se entregar 


ao primeiro que passa!




“Você pode ficar revoltado com o destino, pode praguejar, pode 


xingar os deuses, mas quando chega à hora, você tem que 


aceitar.”




"É que eu sempre usei livro pra tudo... 

Pra saber ler, 

Pra altear pé de mesa, 

Pra aprender a usar a imaginação, 

Pra enfeitar sala, quarto, a casa toda, 

Pra ter companhia dia e noite, 

Pra aprender a escrever, 

Pra sentar em cima, 

Pra rir, pra gostar de pensar,

Pra ter apoio num papo, 

Pra matar pernilongo, 

Pra travesseiro, 

Pra chorar de emoção, 

Pra firmar prateleiras, 

Pra jogar na cabeça do outro na hora da raiva, 

Pra me-abraçar-com, pra banquinho pro pé.

Eu sempre usei livro pra tanta coisa, que a coisa que 

mais me espanta é ver gente vivendo sem livro." 



(Lygia Bojunga 

Feito à mão)







Não quero viver como uma planta que engasga e não diz a sua flor. Como um pássaro que mantém os pés atados a um visgo imaginário. Como um texto que tece centenas de parágrafos sem dar o recado pretendido. Que eu saiba fazer os meus sonhos frutificarem a sua música. Que eu não me especialize em desculpas que me desviem dos meus prazeres. Que eu consiga derreter as grades de cera que me afastam da minha vontade. Que a cada manhã, ao acordar, eu desperte um pouco mais para o que verdadeiramente me interessa.
Não quero olhar para trás, lá na frente, e descobrir quilômetros de terreno baldio que eu não soube cultivar. Calhamaços de páginas em branco à espera de uma história que se parecesse comigo. Não quero perceber que, embora desejasse grande, amei pequeno. Que deixei escapulir as oportunidades capazes de bordar mais alegrias na minha vida. Que me atolei na areia movediça do tédio. Que a quantidade de energia desperdiçada com tantas tolices poderia ter sido útil para levar luz a algumas sombras, a começar pelas minhas.
Que eu saiba as minhas asas, ainda que com medo. Que, ainda que com medo, eu avance. Que eu não me encabule jamais por sentir ternura. Que eu me enamore com a pureza das almas que vivem cada encontro com os tons mais contentes da sua caixa de lápis de cor. Que o Deus que brinca em mim convide para brincar o Deus que mora nas pessoas. Que eu tenha delicadeza para acolher aqueles que entrarem na roda e sabedoria para abençoar aqueles que dela se retirarem.

Que, durante a viagem, eu possa saborear paisagens já contempladas com olhos admirados de quem se encanta pela primeira vez. Que, diante de cada beleza, o meu olhar inaugure detalhes, ângulos, leituras, que passaram despercebidos no olhar anterior. Que eu me conceda a bênção de ter olhos que não se fechem ao espetáculo precioso da natureza, há milênios em cartaz, com ou sem plateia. Quero aprender a ser cada vez mais maleável comigo e com os outros. Desapertar a rigidez. Rir mais vezes a partir do coração.
Quero ter cuidado para não soltar a minha mão da mão da generosidade, durante o percurso. E, quando soltá-la, pelas distrações causadas pelo egoísmo, quero ter a atenção para sincronizar o meu passo com o dela de novo. Quero ser respeitosa com as limitações alheias e me recordar mais vezes o quanto é trabalhoso amadurecer. Quero aprender a converter toda a energia disponível às mudanças que me são necessárias, em vez de empregá-la no julgamento das outras pessoas.
Que as dificuldades que eu experimentar ao longo da jornada não me roubem a capacidade de encanto. A coragem para me aproximar, um pouquinho mais a cada dia, da realização de cada sonho que me move. A ideia de que a minha vida possa somar no mundo, de alguma forma. A intenção de não morrer como uma planta que engasgou e não disse a sua flor.

Ana Jacomo




 ‎"Por obséquio, acalma com algumas gotas frias de modéstia 

esse espírito irrequieto."

 William Shakespeare




"... Por que a vida tem sentidos, onde a razão não se cansa 


de renascer todo o dia, aonde exista esperança... "


‎"Não quero mais do que mereço, nem menos do 

que preciso. É do equilíbrio que o mundo precisa."



‎"Ninguém acredita na gente: nenhum cartomante, nenhum 

pai-de-santo, nenhuma terapeuta, nenhum parente, nenhum 

amigo, nenhum e-mail, nenhuma mensagem de texto, 

nenhum rastro, nenhuma reza, nenhuma fofoca e, 

principalmente (ou infelizmente): nem você".

domingo, 1 de julho de 2012



“Fiquei ali parado, procurando alguma coisa que não estava 

nem esteve ou estaria jamais ali”

"Guardar o amor numa caixinha, subir no banquinho, colocar 

bem alto no armário, fechar a porta. Mesmo assim, de vez 

em quando despenca tudo."

 Tati B.




"E como eu ia saber? Se imaginasse que ia gostar de você 

assim,

nem tinha passado perto... andaria rápido, olhando pra 

baixo..."




"Ele pode estar olhando as suas fotos neste exato momento. Porque não? Passou-se muito tempo. Detalhes se perderam. E daí ? Pode ser que ele faça todas as coisas que você faz, escondida. Sem deixar rastro nem pistas. Talvez ele passe a mão na barba mal feita e sinta saudade do quanto você gostava disso. Ou percorra trajetos que eram seus, na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças. As boas. Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você . Todos os dias. E ainda assim preferir o silêncio. Ele pode reler seus bilhetes, procurar o seu cheiro em outros cheiros. Ele pode ouvir as suas músicas, procurar a sua voz em outras vozes. Quem nos faz falta acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta. Não há escape! Talvez ele perceba que você faz falta. E diferença. De alguma forma, numa noite fria. Você não sabe. Ele pode ser o cara com quem passará aquele tão sonhado verão em Paris . Talvez ele volte. Ou não.”


Tenho trabalhado tanto, mas sempre penso em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assenta e com mais força quando a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos… Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. Eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. Mas se você tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina. Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo. Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim. Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis. … E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim – para não querer, violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura.


Não é amor não. É mais que isso, é mais que amor. Porque 

pra te amar mais, eu tenho que te amar menos. Porque pra 

morrer de amor por você, eu tive que não morrer. Porque 

pra ter você por perto um pouco, eu tive que não querer 

mais ter você por perto pra sempre. E eu soquei meu 

coração até ele diminuir. Só pra você nunca se assustar com 

o tamanho.



“E só eu sei o quanto doeu ver a melhor coisa do mundo 

indo embora. Doeu um, dois dias. No terceiro, a melhor 

coisa do mundo virou a melhorzinha. Que virou a décima 

melhor. Que não virou nada.”






"E eu tenho vontade de segurar seu rosto e ordenar que você seja esperto e jamais me perca e seja feliz. E entenda que temos tudo o que duas pessoas precisam para ser feliz. A gente dá muitas risadas juntos. A gente admira o outro desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sozinho. A gente acha que o mundo está maluco e sonha com a praia do Espelho e com sonos jamais despertados antes do meio-dia. A gente tem certeza de que nenhum perfume do mundo é melhor do que a nuca do outro no final do dia. A gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida. E você me olha com essa carinha banal de “me espera só mais um pouquinho”. Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta. Volta porque pode até ter uma coxa mais dura. Pode até ter uma conta bancária mais recheada. Pode até ter alguma descolada que te deixe instigado. Mas não tem nenhuma melhor do que eu. Não tem. Porque, quando você está com medo da vida, é na minha mania de rir de tudo que você encontra forças. E, quando você está rindo de tudo, é na minha neurose que encontra um pouco de chão. E, quando precisa se sentir especial e amado, é pra mim que você liga. E, quando está longe de casa gosta de ouvir minha voz pra se sentir perto de você. E, quando pensa em alguém em algum momento de solidão, seja para chorar ou para ter algum pensamento mais safado, é em mim que você pensa. Eu sei de tudo."



“Não briguei mais por você, porque ter você seria muito menos do que ter você. Não te liguei mais, porque ouvir sua voz nunca mais será como ouvir a sua voz. Não te escrevo porque nada mais tem o tamanho do que eu quero dizer. Nenhum sentimento chega perto do sentimento. Nenhum ódio ou saudade ou desespero é do tamanho do que eu sinto e que não tem nome.”


“Nem rico, nem bonito, nem sarado. Eu gosto mesmo é de 

gente estranha.”





Você não sabe ao certo o que vê em mim, mas também não sabe ao certo o que não vê. Eu não faço a menor idéia do que vejo em você, mas também não faço idéia do que não vejo. Você pode ter todos os defeitos do mundo, mas ainda é melhor do que o resto do mundo. Eu sempre me apaixono por você. Todas as vezes que te vi, eu sempre me apaixonei por 

você.


Tati bernardi






"Alguém me perguntou se eu conhecia você, um milhão de 

memórias passaram pela minha mente e eu sussurrei: - Não 

mais."


“Ela não precisava ser salva. Mas, se ele 

tentasse, ela ia gostar "


A verdadeira viagem do descobrimento não consiste em procurar novas paisagens, mas em ver com novos olhos. 

(Marcel Proust)



Que seja um amor inacabado, quebrado, ferrado, com nó cego de uma forca, desde que aperte bem forte para não soltar. Um amor rápido como um infarto, sem sinal-da-cruz. Um amor que desafie a sabedoria que vem depois da morte. Um amor burro que dependa apenas de um quarto para se cumprir. Um amor que não tire os sapatos para deitar. Um amor sofreguidão e gozo. Um amor hesitação irritante entre beijos. Um amor que não dá trégua para voltar atrás. Um amor que não oferece chance para ir à frente. Um amor que fica no mesmo lugar, que não traz sorte e azar, traz o desespero de ser amado um pouco mais.
Escondia o amor dentro da amizade. Não havia melhor esconderijo.


(Fabrício Carpinejar)