terça-feira, 29 de dezembro de 2009

MORREU UM POUCO DE TUDO

Estou pensando em nós
É só o que tenho feito
Na solidão destes dias.
Com tua despedida
Morreu um pouco de mim,
Morreu um pouco de tudo
Com tua ausência.
Na madrugada em que te escrevo este poema
Sinto que estou menos viva.
Morreu um pouco de tudo
Em tudo o que conhecemos juntos.
Chego a janela da noite imensa
E a quietude da vida
Me diz que tudo está morrendo.
Penso em ti,
Até vejo tua sombra nas sombras da noite.
Agora uma estrela passa pelos meus olhos.
E só para mim e este poema
Faço três pedidos absurdos
(Mas nem ouso confessá-los de tão impossíveis).
De tudo morreu um pouco,
Em tudo o que vejo e toco.
A janela aberta
Mostra a noite imensa.
Estou exausta da espera inútil.
E em meus olhos cansados
Outra estrela risca o céu negro.
E então refaço os três pedidos absurdos:
TE ESQUECER, ESQUECER,ESQUECER...

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